9 de ago de 2014

O que são os Cantinhos Diversificados ou Pedagógicos

A proposta de cantos de atividades diversificadas é uma das modalidades de organização do tempo didático. Há outras atividades que são permanentes como as situações de leitura pelo professor, parque, refeições, entre outras. Há também projetos e sequencias que perseguem objetivos mais específicos de aprendizagem.

Os cantos de atividades diversificadas apresentam um momento da rotina, em que as crianças podem escolher o que vão fazer a partir de um leque de opções oferecidas e

organizadas pelo professor em vários cantos da sala. Elas podem escolher, por exemplo, entre desenhar, ler um gibi, aprender um novo jogo de tabuleiro, etc. Poderosa ferramenta de trabalho com as crianças pequenas.

A organização de cantos de atividades diversificadas ainda não é uma prática usual no Brasil, apesar de antiga em outros países. As Instituições que experimentam a proposta obtém resultados significativos.

O saudável trânsito da turma pela sala, proporcionado por esta modalidade de organização, é um momento privilegiado de exercício da autonomia infantil. A criança aprende a escolher e tomar decisões, responsabilizando-se por suas opções, contando consigo própria e tendo amigos - e não somente o professor - como parceiros de troca. O interessante deste modelo de organização é a simultaneidade de propostas. Os rumos do aprendizado ficam mais nas mãos das crianças. Em geral, tudo funciona bem sem a necessidade de um direcionamento maior do adulto.

O trabalho com cantos não constitui apenas um momento de aprendizagem da criança, mas também do professor, que aprende a segurar seu impulso de sem pré controlar a situação. De toda maneira, o professor não deixa de garantir seu papel de coordenador do grupo, na medida em que escolhe a forma de constituir o espaço e propõe desafios ao grupo. A arrumação da sala em cantos de atividades diversificadas proporciona também um importante aprendizado para as crianças, o da transformação do próprio ambiente e da descoberta de que muitos mundos cabem numa única sala de aula

Aprender a gerir o espaço, saber cuidar dos materiais de uso coletivo é um desafio para as crianças. No início, é o adulto que dá o norte para esta organização, mas deve incluir gradativamente as crianças neste aprendizado. Nesse sentido, rodas de conversa prévias e posteriores à organização dos cantos ajudam as crianças a irem construindo autonomia no uso do espaço coletivo. Observar e registrar estes momentos de cantos diversificados, bem como construir portfólios com as diferentes propostas que dão certo no dia-a-dia educativo ajudam a construir um olhar mais apurado para as necessidades das crianças. O professor precisa tomar cuidado para não escolarizar as propostas na configuração do ambiente. Lembrar que a disposição das carteiras, por exemplo, deve ser mudada: arrastadas, empilhadas,mesas cobertas com tecidos viram cabanas ou divisórias de ambientes e assim por diante. Numa casinha de faz de conta, uma simples toalha em cima da mesa já tira o ar de carteira escolar. E por que não usar mais o chão: pistas de carrinhos, construção, esteiras ou almofadas para leitura?Sobretudo deve-se olhar para que direção vai a brincadeira das crianças e o interesse nas atividades,fazendo-as participar, sabendo incluí-las cada vez mais na organização do ambiente, o que compreende, é claro, montar e desmontar os cantos. Todos ajudam nesta tarefa!

Uma forma de intervenção educativa é pensar na modificação do ambiente, concebendo-o como parte integrante do currículo, sempre com informações culturais.Quando se oferecem trenas e fita métricas num canto de faz de conta de marcenaria, cria-se um contexto interessante para as crianças poderem usar estes instrumentos que foram inventados para a medição.Também vale introduzir novos cantos e incrementar ainda mais os já existentes, pois certamente a procura pela novidade será intensa, causando disputas. Assim, se um professor leva pela primeira vez uma casinha de bonecas de papelão com cinco bonecas tipo manequim, é evidente que terá uma grande procura por este espaço.

“O que vão dizer”

Este questionamento é comum quando professores começam a trabalhar com cantos. Aqui há dois aspectos a serem contemplados.

Primeiro: se o professor realmente acredita na proposta, precisa também cuidar de informar aos pais e à comunidade o porquê de suas ações educativas. 

Segundo:precisamos desmistificar a cisão brincar/aprender. Ou se brinca ou se aprende... por que não os dois? Por que não integrar aspectos formais e informais na escola, considerar tanto o processo,como produto? É preciso, com base no Referencial Nacional Curricular de Educação Infantil, lembrar que o brincar perpassa tanto o conhecimento de mundo quanto à formação pessoal e social. Há que se trabalhar momentos de planejamento com a equipe para que todos educadores percebam a potencialidade e a condição das crianças em se apropriar do espaço da sala e aprender a compartilhar momentos de convivência sem ter unicamente no adulto a condução das ações. Os professores aprendem a confiar mais na organização das crianças, na sua possibilidade de pensar e agir. Aprendem, sobretudo, a não subestimar as capacidades infantis. É importante que o coordenador e o diretor se engajem neste trabalho tanto para levar sua equipe de educadores a pensar propostas desafiantes, como para incluir os pais. Gravar em vídeo momentos de cantos ressaltando a autonomia das crianças, fotografá-las nestas atividades, expor as fotos em um painel com legendas, escrever textos informativos são excelentes formas de incluir os pais no projeto educativo da escola, inclusive em campanhas para ajudar na montagem dos cantos.

O que as crianças podem aprender:

Com essa modalidade de organização garantimos que as crianças possam:

• vivenciar diferentes situações de aprendizagem, escolhendo, exercitando a autonomia e buscando conhecer as próprias necessidades, preferências e desejos ligados à construção de conhecimento e relacionamento interpessoal.
• escolher com autonomia tendo suas decisões respeitadas e apoiadas pelos adultos;
• realizar ações sozinhas ou com pouca ajuda do adulto e de outros parceiros;
• valorizar ações de cooperação e solidariedade, desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração e compartilhando suas vivências;
• relacionar-se com os outros, adultos e crianças, demonstrando suas necessidades, interesses, gostos e preferências.
• Experienciar o contato com diversas linguagens: simbólica, plástica, lúdica etc.

Por onde começar?

Organizar materiais e espaços, combinar as atividades que serão oferecidas, observar as preferências das crianças, acolher as ideias que elas trazem são importantes ações que o/a professor/a deve ter em vista ao trabalhar com essa proposta.A seleção de materiais é a primeira ação do/a professor/a para viabilizar os cantos. Outra importante tarefa é a organização dos mesmos, a forma como serão dispostos objetos e brinquedos para que a brincadeira aconteça da forma mais rica possível.

É preciso preparar a sala para receber as crianças, colocando à disposição delas cantos capazes de sugerir uma determinada brincadeira. Ao fazer isso, o/a educador/a organiza também configurações culturais e não apenas físicas, para que a criança possa se aprofundar nos papéis que escolhe. Assim sendo, é importante construir ambientes ricos em significados e representações culturais.

O espaço da brincadeira ( fantasia ) não deve estar definitivamente pronto para que a criança possa interferir nele. Ao propor um jogo de papéis, mesmo aqueles de situações mais conhecidas como mercado, escritório, casinha, hospital etc., deve-se considerar e acolher as mudanças que as crianças venham a realizar. Nesse caso é importante não deixar nenhum espaço fixo ou que dificulte a transformação.

Como organizar os cantos?

Uma média de cinco a seis crianças por proposta é um bom número, sendo assim uma sala de 30 crianças poderá ter de cinco a seis cantos com propostas diferentes. Este número é uma sugestão,cada professor deve decidir na situação qual é o melhor número.

De olho no relógio

O tempo de permanência das crianças nos cantos está ligado à grade de horários da escola. Afinal,os pequenos precisam experimentar diferentes propostas: momentos mais coletivos, individuais, em pequenos grupos, em duplas. Deve ser um tempo que permita a exploração e dedicação em algumas atividades, na medida certa do interesse da criança. É sempre bom terminar uma atividade com gosto de “quero mais” para o dia seguinte. Ter uma constância de propostas que vão sendo incrementadas ao longo dos dias ajuda as crianças a aprenderem a aprofundar seus conhecimentos, tanto no que diz respeito à natureza lúdica das propostas, quanto à natureza de conhecimento que os objetos e as interações proporcionam.Em algumas instituições educativas, professores acham que podem substituir um espaço diário desta proposta por um único dia da semana inteiro com cantos ou ainda utilizando mais tempo em apenas dois dias da semana. É melhor a constância da proposta e em menor tempo, mesmo porque há tantas outras atividades necessárias no dia a dia. Vale intercalar momentos nos quais a condução da sala é realizada pelo professor (quando há uma intencionalidade específica do ensino e aprendizagem, com propostas mais dirigidas) com outros nos quais crianças e professor compartilhem as ações.

O professor como mediador

É fundamental proporcionar às crianças, sempre, novos desafios. Às vezes pequenas interferências no jogo, na disposição do material e em sua organização, permitem uma nova forma de olhar para a mesma brincadeira. Assim, a tradicional brincadeira de casinha, por exemplo, ganha nova dimensão à medida que é enriquecida com novos elementos trazidos pelas crianças.

Outra ação é a observação cuidadosa do/a professor/a, um olhar interessado em saber o que as crianças gostam de brincar para ajudar a construir as novas possibilidades de jogo simbólico que vão aparecendo em um grupo. Assim, por exemplo, ao observar que as crianças brincam de carreta, transportando a geladeira e o fogãozinho da casinha em um caminhão improvisado em um banco, o/a professor/a pode incrementar este jogo, oferecer novos materiais ou mesmo perguntar o que poderia contribuir para este jogo. Numa destas conversas, é possível descobrir novas possibilidades para o jogo: barbantes para enrolar mercadorias, plástico bolha para protegê-las, caixas de diferentes tamanhos para separar e organizar os objetos da mudança e assim por diante. Quando as crianças percebem que o/a professor/a é um aliado que pode contribuir, também se sentem mais à vontade para criar e sugerir novas possibilidades de brincadeira.

É preciso:

• Organizar o tempo para favorecer um melhor aproveitamento por parte das crianças é tarefa importante do professor.
• Garantir momentos nos quais a criança possa escolher onde vai ficar e que tipo de atividade irá desenvolver
• Realizar um atendimento mais individualizado com a possibilidade de acesso a informações específicas individualmente pelo/a professor/a;
• organizar o cantinho em agrupamentos definidos pelo/a professor/a para compartilhar desafios propostos por ele/a ou coletivamente em situações de convívio, brincadeira e sistematização de produções do grupo.

Sugestões de cantos e materiais de atividades diversificadas:

Inúmeras são as possibilidade, dentre eles exemplificamos alguns tipos de cantos diversificados que fazem sucesso entre as crianças: Jogos de regras, faz-de-conta, pintura, desenho, construção de brinquedos e muito mais. Casinha/Cabana, Escritório, Cabeleireiro, Feira/Supermercado, Médico, Farmácia, Sorveteria / Doceria, Desfile/Fantasia, Oficinas de Consertos em geral, Restaurante/Disk Pizza, Carrinho, Mecânico, Boneca, Animais (fundo mar, selva, dinossauros), Fantoche/teatro, Marcenaria (ferramentas de plástico), Príncipes e Princesas, Astronauta, Super Heróis, etc. Algumas sugestões de como montar cantos de jogos simbólicos com recursos que podem ser adquiridos por meio de doações. É interessante que o/a professor/a faça juntamente com as crianças uma lista do que julgam interessante para os cantos de jogo simbólico. Feita a lista, podem escrever uma carta aos pais e comunidade (médicos, cabeleireiros, feirantes...) pedindo ajuda para montagem dos kits, com materiais doados para incrementar o jogo. Para organizar a chegada dos materiais vale separar caixas de papelão ou caixotes de madeira para guardá–los de forma a facilitar a montagem dos cantos.

Cantinhos do faz de conta -Casinha
Fogão e panelinhas, livro de receita, frutas de brinquedos, embalagens vazias (leite, danone, sabão em pó, caixa de ovo), bonecas e mamadeiras, caminhas, roupinhas de bonecas, panos, panelas velhas (pequenas), bule e xícaras, copos e pratos de plástico, liquidificador, escorredor de macarrão e de arroz, ferro de passar roupa, colheres e outros utensílios de pau ou alumínio, chuveiro velho, telefone, agenda e bloco de recados, lista telefônica, caneta, etc.

Cantinhos do faz de conta Escritório
Máquina de escrever, teclado, monitor e mouse, lista telefônica, telefone, bloco para anotações, agendas (novas e usadas), caneta/porta canetas, máquinas de calcular, calendário, carimbos, furador de papel, maleta tipo pasta executivo, gravatas, manuais, tabelas de preço de produtos.

Cantinhos do faz de conta Oficina de Consertos
Máquinas sem uso (computador, relógio, telefone, video cassete, máquina fotográfica, impressora), ferramentas de plástico, ferramentas de verdade que não ofereçam perigo como chave defenda, pano e pincel para limpeza.

Médico Embalagens de remédios vazias e bem lavadas, de mercúrio cromo e esparadrapo vazias, de chá(camomila, erva doce ,boldo...), pano para compressa, caixas de remédios com bulas, avental branco, sapato branco (usado), máscaras, toucas e luvas cirúrgicas, estetoscópio velho, bolsa d’água, máscara de inalação, ataduras, blocos de papel c/ propaganda médica, maleta de primeiros socorros, chapas de raio x, tecidos ou lençóis brancos, colchões empilhados para servir de maca.

Obs.: É importante incluir blocos e notas para marcar consultas.

Cantinhos do faz de conta Salão de beleza
Maquiagens, embalagens vazias de shampo e condicionador, pentes, escovas, bobes, grampos, presilhas, rabicós, tiaras, touca de banho, espelho, toalhas, avental, perucas, secador de cabelo (que não esteja mais funcionando ou de brinquedo), embalagens de creme de barbear e pincel de barba, resto de prestobarba (sem gilete), mangueira, chuveirinho, borrifador, vidro de esmalte vazio, revistas com modelos de cortes, lista de serviços e preços, telefone e agenda, caderno de anotações e canetas.

Cantinhos do faz de conta Feira
Caixotes de leite, carrinho de feira, sacolas, bacias, balança (pode ser feita com sucata), calculadora, pincel atômico ou canetinha para marcar preços, jornais, avental, lenço, boné, flores e folhas secas, frutas e legumes de plástico ou papel machê, roupas, objetos, brinquedos, dinheiro de faz de conta, carteiras, barbante e pregadores para prender preços dos produtos.

Obs: as mercadorias listadas poderão ser aproveitadas de sucatas, embalagens, de brinquedos, ou então confeccionadas com papel machê.

Uma boa opção de montagem de barraca é virar uma mesa, colocá-la sobre uma outra, utilizar os pés para esticar um barbante, e prender os preços dos produtos que ficam logo abaixo, em bacias.

Cantinhos do faz de conta Cantinho da Dramatização/ Fantasias
Um espelho afixado de acordo com o tamanho das crianças, Roupas, sapatos, chapéus de mágico, de palhaço, etc., bonés, lenços, gravatas, cachecóis, echarpes, bolsas, tecidos coloridos de diferentes tipos (tule, jersey, chita), cintos, fantasias de carnaval ou teatro, perucas, bijuterias (armação de óculos, colar, pulseiras), estojo de maquiagem.Esta atividade pode ser ampliada com propostas de organização de desfiles/dramatização utilizando:Roupas de adulto, sapato de salto alto, vestidos, peruca, xale, maquiagem, tapete feito papel camurça ou papelão pintado (passarela), máquinas fotográficas, filmadora (feita de papelão). Poderá ser construído um pequeno tablado de madeira, onde as crianças poderão apresentar as dramatizações ou desfile.

Cantinho da Cabana
Para se montar cabanas são necessários, basicamente, tecidos, barbante e alguns lugares onde seja possível amarrar um tecido: pregos ou parafusos com argolas na parede. Outra possibilidade é aproveitar os móveis da sala, como mesas viradas ao contrário com tecido em cima. Quando a sala é ampla e não se têm muitos pontos de apoio para amarrar a cabana, pode-se improvisar latas vazias de tinta com cimento e cabo de vassoura para servir de apoio para amarrar o barbante que se prende ao pano. Arames fixados de um ponto a outro da sala, presos com parafusos entre duas extremidades da parede, podem ajudar na montagem de cabanas na medida que podem ser amarradas no arame (com barbante) algumas pontas da cabana.

Supermercado
Diversas embalagens de produtos vazias, frutas de plástico, sacolas de supermercado, caixa registradora, etiquetas para marcar preços dos produtos, prateleiras improvisadas para armazenar os produtos, placas para marcar ofertas de produtos, etiquetas de preços, cartazes de propaganda de produtos, carrinhos de supermercado e cestas, crachás, telefone, notas de papel e fichas (dinheiro), carteira, etc.

Canto “Faça Você Mesmo”
A intenção é que a criança participe da construção de seus próprios brinquedos e objetos para brincar. Esta atividade pode, e deve ser aproveitada como um espaço de resgate do valor do brinquedo artesanal e até mesmo para contribuir com a ampliação do acervo de brinquedos da escola.

O/a professor/a pode pesquisar e levar livros que ensinem a técnica da dobradura, de como confeccionar bonecas de sucata, de artistas que trabalhem com esculturas de arame e assim por diante. Outra possibilidade é convidar pessoas da região que saibam fazer brinquedos artesanais para ensinar às crianças. Ou ainda levar brinquedos prontos e materiais dos quais eles são feitos para uma tentativa de confeccioná-los. Os livros, ou mesmo modelos de brinquedos, dobraduras,devem servir como ideia a partir da qual a criança possa criar. A ideia de trazer um ou mais modelos de pipa, por exemplo, não é a de que a criança copie o modelo o mais próximo possível, até da mesma cor, mas, pelo o contrário, que tenha na “pipa –modelo” parâmetro para realizar a sua própria ideia de pipa. As crianças, no seu fazer, vão dando seu toque especial às confecções.

Canto das Artes Visuais
Sabemos que as crianças que estão inseridas num ambiente enriquecido pela arte se tornam melhores produtoras, apreciadoras e, conseqüentemente, ampliam o conhecimento sobre si mesmas e sobre o mundo. Sendo assim é muito importante que o/a professor/a planeje esse canto de forma a contemplar experiências significativas nas diferentes linguagens (desenho, colagem modelagem). O espaço da escola não deve ser somente para a criança mas também, da criança: isso se torna possível quando o adulto, no caso o/a professor/a, valoriza as produções infantis, expondo-as em diferentes espaços da escola (sala do grupo, mural, varal, refeitório, corredores da escola...).O encontro com as Artes deve propiciar, para a criança, oportunidades de apreciar produções, pensar sobre elas e desenvolver idéias próprias experimentando materiais, meios e suportes. Traduz mais um raro e importante momento de um fazer desprendido de utilidade imediata, válido pelo simples prazer de dar plasticidade às suas idéias.

Cantinho da Modelagem
Massinha caseira, Barro (argila), Massa plástica, Papel Machê.
Apetrechos para brincar com Massinha de Modelar: espremedor de batatas, cabo de vassoura cortado como toquinhos para alisar a massa, forminhas, palitos de churrasco e sorvete, diversas sucatas como tampinhas, carretéis etc., que possam imprimir marcas na massa.

Canto do Desenho e criatividade
canetinha hidrocor grossa e fina, caneta esferográfica com cores variadas, giz de cera, giz de lousa, carvão, lápis de cor, lápis grafite.

Suportes: papéis sulfite branco e colorido, cartolina, papel espelho, papelão, pardo (Kraft), lixa; retalhos de madeira, oferecidos em diferentes tamanhos (grande, pequeno, médio, muito grande); formas (redondo, quadrado, oval...); texturas (áspero, liso, ondulado, seco); superfície sobre a qual a criança vai trabalhar.

Cantinho da Colagem

revistas, jornais, papéis diversos, botões, barbante, retalhos de tecido, palitos de sorvete,dente, churrasco, canudo,folhas, gravetos, suportes variados (ver sugestão material de desenho), caixas de tamanhos variados, potes de plástico, tocos e pedaços de madeira, tampas de refrigerante, de pasta de dente.

Canto de Leitura
Sabemos que as crianças, desde muito cedo, pensam sobre a língua e se esforçam para compreender a escrita a partir do contato cotidiano com as mais variadas produções do mundo letrado, desde os cartazes de propaganda, rótulos e embalagens, gibis, livros, etc.A escola deve trazer para o convívio das crianças as mais diferentes práticas de leitura e escrita. A relação com bons textos abre caminho para as crianças se apropriarem da linguagem nos diferentes gêneros e portadores para compreenderem como se organizam, suas características. O contato e a proximidade com os textos são fundamentais para alimentar a imaginação e despertar o prazer pela leitura, contribuindo assim para um processo de alfabetização mais complexo e amplo.

Esse canto deve ser organizado de forma atraente, num ambiente aconchegante que pode ser no chão com um tapete e almofadas ou mesmo nas mesas. O importante é arrumar os livros e revistas de forma que a criança consiga visualizá-los, manuseá-los livremente, e se interessem em descobrir o que está guardado em seu interior.

Cantos de Jogos
trilhas, baralho, dados, pega-varetas, bolinha de gude, pião, cinco marias, jogos de construção tipo monta-tudo, pequeno engenheiro ou retalhos de madeira, super trunfo (jogo da Grow), jogo da velha na lousa ou qualquer outro jogo gráfico etc.


Canto da Curiosidade Científica 
pode ser recheado com matérias instigantes sobre assuntos de natureza e sociedade que estão sendo estudadas ou então que digam respeito à curiosidade infantil. Fichário com coleções de cartões postais de diferentes países e regiões brasileiras, guias turísticos, revistas de viagens, livros sobre animais, paisagens, globo terrestre, lupas e outros materiais de pesquisa podem estar à disposição nestes momentos. 

Cuidados com os materiais

O cuidado do material deve ser ensinado as crianças na forma de combinados como não bater a ponta da caneta, pois afunda, colocar a tampa atrás para não perder, tampar as canetas no final de uso para que não sequem; fechar as colas; apontar os lápis, quando necessário, no lixo. Guardar o material em seu recipiente

Esses combinados ajudam muitos a manter os materiais em ordem e possibilitam umas autonomias maiores das crianças, que se tornam grandes colaboradoras nessa tarefa.

Os cantinhos devem estar o tempo todo preparados para receber o grupo de crianças obedecendo o tempo e a ordem estabelecidas.

Os combinados podem ser alterados e ampliados de acordo com a necessidade e problemas que surgirem.

Muitas vezes o professor teme que os alunos estraguem os materiais. Mas as crianças só poderão aprender os cuidados necessários no manuseio sistemático com o material.

As crianças e os cantinhos: salão de beleza, casinha, feirinha, faz de Conta, artes,fantoche, jogos... distribuídos nos diversos espaços da creche. Tapetes, TNT e tecidos ajudam a criança a se organizar nos cantinhos.

Cada turma ganhou um despertador pra ajudar no controle do tempo em cada canto.

Alguns cantinhos também são organizados intencionalmente para desenvolver atividades dirigidas do projeto que cada turma está desenvolvendo

Nenhum espaço fica de fora..até o parque vira espaço para os cantinhos diversificados entrarem em ação.




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